Texto Político (norma AGAL)

POR UMA NAÇÃO CIDADÃ SOBERANA

 

OS NOSSOS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

Juntámo-nos para contribuirmos a uma Galiza soberana e mais justa. Os nossos objetivos estratégicos resumem-se em:

  • Soberania Nacional de Galiza e a sua expressão jurídico-política, o Estado de Galiza, em exercício do direito de autodeterminação.

  • Organização como instrumento que contribua à defensa do bem-estar das maiorias sociais, os direitos da cidadania galega e, em definitiva, a procura do bem comum.

  • Democracia direta, acolhida no novo marco jurídico-político galego: soberania popular.

  • Contribuir à democracia participativa também nas organizações e plataformas ou movimentos cívico-políticos.

 

PUNTO DE PARTIDA

Reafirmamos o nosso compromisso co objetivo das assembleias do NOVO PROXECTO COMÚN de contribuir à construção de uma nova expressão política do nacionalismo para o século XXI.

Ser ponte entre a cidadania e a instância política e, no plano interno, praticar a autêntica irmandade imprescindível para a prática da democracia horizontal e participativa é o que nos move a organizarmo-nos sem que por elo desqualifiquemos outras tentativas de fazerem o mesmo.

A nossa força dedicar-se-á a trabalhar polos objetivos estratégicos e non a confrontos paralisantes.

 

POR QUE NOS ORGANIZAMOS?

Para que que a crise atual se solvente com uma mudança do regime -em chave galega- ou com o empobrecimento das classes populares, com a liquidação do estado de bem estar e com a perda de democracia, depende do povo galego auto-organizado e volve-se vital impulsar a frente ampla e a unidade de ação desde abaixo. Devemos aproveitar a atual conjuntura política de luitas democráticas para acumularmos forças para mudar o sistema, começando pelo marco jurídico político, cara umas instituições galegas soberanas e radicalmente democráticas.

CERNA, como organização nacionalista, deverá ser um exemplo dos valores de esquerda, cidadãos, democráticos e republicanos, de participação, horizontalidade e democracia participativa que queremos para a organização da sociedade, pero sobre todo, da fraternidade. Para CERNA é prioritária a sintonia coa sociedade para ser quem de lhe fazer frente à ditadura do capital financeiro.

 

LIÑAS DE ACCIÓN POLÍTICA

1.- FRONTE AMPLA

Desde o necessário entendimento estratégico do nacionalismo e a esquerda política e social de Galiza, sobre a base da unidade de ação cidadã, a constituição duma Frente Ampla, político- eleitoral, com objetivos e contidos alternativos respeito do sistema, e a configuração dum potente movimento social que a respalde, exige superar os respetivos interesses corporativos do marco partidário, as inercias históricas, a mirada estreita e curtopracista e require uma visão integradora e unitária na ação.

Cumpre assumir e praticar os nossos objetivos estratégicos.

A nossa tarefa imediata deve ser o apoio e/ou promoção da unidade cidadã por abaixo. A soberania só se exerce desde a auto-organização nacional.

Cumpre combinar as urgências – desalojar os partidos do regime das instituições que poem ao serviço da plutocracia – coa acumulação de forças suficientes para que Galiza intervenha de jeito determinante num eventual processo de reconfiguração do marco jurídico-político e institucional a nível de Estado, para garantir que não seja uma nova fraude à cidadania galega.

Assim, cumpre intervir em dous níveis:

  1. Elaborar, em debate aberto coa cidadania, as linhas essenciais do marco jurídico-político galego que garanta o direito a decidir sobre os nossos problemas e recursos e um autêntico poder democrático da cidadania.

  2. Alentar o nascimento de alternativas para as eleições municipais que sejam verdadeira unidade de ação cidadã, co objetivo imediato de desalojar a corrupção e os partidos do regime dos governos municipais; e como ensaio e acumulação de forças para a ruptura democrática co Estado, co anémico marco autonómico galego e coa Troika.

A plasmação organizativo-representativa para as próximas eleições municipais devem ser candidaturas de unidade cidadã, sobre a base do seguinte:

  • Conformadas desde a base auto-convocada e não como extensão de fórmulas prê-existentes ou apanhos das cúpulas partidárias.

  • Apertura de processos constituintes para as candidaturas a nível municipal.

  • Nem vetos nem exclusões previas, nem a nível pessoal nem organizativo (incluindo, em consequência, a quem assuma na prática os elementos comuns de aposta e defensa do direito a decidir das nações, a esquerda como prática anti-ditadura financeira e anti-troika e a democracia participativa e horizontal como forma da toma de decisões).

A unidade de ação cidadã não deverá fazer exclusões pola origem partidária de ninguém, pero tampouco pode aguardar por acordos nas cúpulas. Ao contrario, devemos formulá-la como superadora da fragmentação e o sectarismo partidário, que hoje é uma pexa para a emergência política da nação cidadã galega.

2. – CONTRIBUÍR Á LIBERACIÓN NACIONAL E SOCIAL DE GALIZA

Organizamo-nos para contribuir e não para competir com quem trabalhe doutro jeito pelos mesmos objetivos.

Reunimo-nos em Cerna porque as organizações políticas são ferramentas pero não um objetivo em si mesmas. Contudo, a cooperação é uma condição sinequanon para fazer o trabalho rendível e para sintonizar com os sectores mais dinâmicos da sociedade que “não toleram fazer na casa o contrario do que se predica para a sociedade”.